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quarta-feira, 27 de abril de 2016

O perdão liberta !


O perdão liberta !

“Saber perdoar a nós próprios e a quem nos fez mal pode não ser fácil, mas é um acto necessário para nos libertarmos de rancores, evitar doenças e seguir com a vida em frente.

E por que é tão difícil perdoar? Muitos confundem o perdão com a aceitação de uma injustiça. Mas perdoar não é ser condescendente. Não é, por exemplo, deixar livre um criminoso, que precisa de ser responsabilizado pelos seus actos. Perdoar é conseguir libertar-se do seu sentimento de mágoa para com o outro ou relativamente a si próprio.

Em algumas alturas da nossa vida deparamo-nos com situações que nos ofendem e magoam, em maior ou menor escala, e, portanto, esta capacidade de perdoar é sempre necessária.” (Sara Simões Gonçalves)

 O Perdão permite-lhe livrar-se de atitudes limitadas. Ele liberta a sua energia mental e emocional para que assim a possa usar para criar uma vida melhor.

Se não perdoar, uma parte da sua energia fica presa ao ressentimento, à raiva, à dor ou a algum tipo de sofrimento. Essa energia que está presa a si irá limitar a sua vida. À medida que aprender a perdoar, capacidades que estavam adormecidas dentro de si irão emergir, e irá descobrir que é muito mais forte e capaz do que imaginava ser. Partes de si que não conseguiam florescer no solo frígido da falta de perdão, irão começar a crescer.

Perdoar a quem nos magoou é difícil, exige vontade, força e tempo. Cada um deve ser capaz de perceber em si mesmo do que precisa para poder perdoar e de quando se sente preparado para o fazer. Este processo não deve ser forçado nem precipitado, é preciso dar tempo, respeitar as emoções de raiva, dor e tristeza, e esperar que o coração esteja preparado para perdoar.

O perdão não é só para os outros. O perdão é sobretudo para nós próprios, para nos libertarmos da dor e da raiva que está dentro de nós.

“O ressentimento é como a própria pessoa beber veneno e esperar que a outra pessoa morra”. 

“O ódio jamais acabará com o ódio, só se cura com o amor.”

Há algo de bom nos piores de nós, e há algo de mau nos melhores de nós. Quando descobrimos isso, somos menos propensos a odiar os nossos inimigos.” (Martin Luther King)

"Perdoar é libertar um prisioneiro e depois descobrir que o prisioneiro era você mesmo."


“Às vezes precisamos perdoar quem nunca nos pediu perdão.”


O perdão não muda o passado, mas engrandece o futuro!



Leia também :
E assim nós seguimos…

quinta-feira, 3 de março de 2016

"Não há fogo no inferno… O perdão de Deus não conhece limites.."

O Papa Francisco disse:

"Não há fogo no inferno…
O Perdão de Deus não conhece limites... "

"Quando Deus perdoa, o seu perdão é tão grande que é como se "esquecesse". Todo o contrário daquilo que nós fazemos..."


”Por meio da humildade, da introspecção e contemplação orante ganharão uma nova compreensão de certos dogmas. A igreja já não acredita num inferno literal, onde as pessoas sofrem. Esta doutrina é incompatível com o amor infinito de Deus. Deus não é um juiz, mas um amigo e um amante da humanidade. Deus procura-nos não para nos condenar, mas para nos abraçar. O inferno é só uma metáfora da alma exilada (ou isolada), que, como todas as almas em última análise, estão unidos no amor com Deus.“


Num discurso poderoso o Papa Francisco declarou:

”Todas as religiões são verdadeiras, porque elas são verdadeiras nos corações de todos aqueles que acreditam. No passado, a igreja considerava muitas coisas como pecado que hoje já não são julgadas dessa forma.
Um pai amoroso, nunca condena os seus filhos.
A nossa igreja é grande o suficiente e todos são bem-vindos.

O catolicismo é agora uma religião "moderna" e razoável, que passou por mudanças evolutivas. É hora de deixar a intolerância. Devemos reconhecer que a verdade religiosa evolui e muda. A verdade não é absoluta ou imutável. Mesmo ateus reconhecem o divino. Através de atos de amor e caridade, o ateu reconhece Deus, bem como, redime a sua alma, tornando-se um participante ativo na redenção da humanidade.“


"Não há fogo no inferno…
O Perdão de Deus não conhece limites..."

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